É necessário dar nome aos bois
Há alguns dias, ao ser fechado por outro carro próximo a uma esquina, minha primeira reação foi um olhar incrédulo e por óbvio um xingamento mental, mas depois me peguei pensando em como teria sido o dia daquela pessoa até aquele momento.
O meu racional impõe que se existe um sinal de “Pare”, o avançar dependeria de um indicativo excepcionando o primeiro comando. Na minha visão daquele momento o indício estava relacionado à mãe do outro motorista.
Continuando meu caminho, o evento foi ficando distante, mas aquela pessoa ainda me acompanhava. Talvez estivesse com pressa por inúmeros motivos, posso citar os meus próprios: pegar criança na escola, ir ao mercado no horário do almoço ou até mesmo conseguir chegar ao banheiro antes de uma tragédia.
O fechamento e a quebra de uma regra de trânsito eram fatos, mas a qualidade que eu atribuía à situação era subjetiva. Então fiquei na dúvida se era o ocorrido que me gerava indignação ou se eu estava querendo apenas um culpado.
Ainda a alguns quarteirões do meu destino, lembrei que veículos da polícia e ambulâncias também avançam em caso de urgência, e a isso damos o nome de prioridade na prestação de socorro.
Talvez estivesse aquela pessoa com algum tipo de urgência ou drama pessoal, mas também ponderei que poderia ser apenas alguém tentando passar na frente, como os motoristas ultrapassando pelo acostamento em engarrafamentos.
O trânsito é verdadeiramente a medida da nossa humanidade, as regras do bom convívio funcionam até o momento que são ultrapassadas, perder a vez de passar soa como perder a corrida evolutiva de Darwin, aí vira sobrevivência.
E no fim, cheguei ao meu escritório para iniciar o meu trabalho e me dei conta de que nunca saberei a qualificação da mãe daquele motorista, apenas tinha a certeza de que fui fechado próximo a uma esquina.
O fechamento e a quebra de uma regra de trânsito eram fatos, mas a qualidade que eu atribuía à situação era subjetiva. Então fiquei na dúvida se era o ocorrido que me gerava indignação ou se eu estava querendo apenas um culpado.
Ainda a alguns quarteirões do meu destino, lembrei que veículos da polícia e ambulâncias também avançam em caso de urgência, e a isso damos o nome de prioridade na prestação de socorro.
Talvez estivesse aquela pessoa com algum tipo de urgência ou drama pessoal, mas também ponderei que poderia ser apenas alguém tentando passar na frente, como os motoristas ultrapassando pelo acostamento em engarrafamentos.
O trânsito é verdadeiramente a medida da nossa humanidade, as regras do bom convívio funcionam até o momento que são ultrapassadas, perder a vez de passar soa como perder a corrida evolutiva de Darwin, aí vira sobrevivência.
E no fim, cheguei ao meu escritório para iniciar o meu trabalho e me dei conta de que nunca saberei a qualificação da mãe daquele motorista, apenas tinha a certeza de que fui fechado próximo a uma esquina.
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