Ghostbusters! Caçando culpados invisíveis
O Brasil é um país conhecido por sua religiosidade diversa nas suas expressões e práticas.
Com isso, é muito comum culpar o sobrenatural por situações aparentemente sem explicação lógica, atribuindo a causa ao “mau olhado”, “clima pesado”, ‘o santo não bateu” ou “vibração ruim”.
A partir disso, proponho um exercício por meio de teste de hipóteses, partindo do ambiente externo até chegar à espiritualidade.
A ideia é trazer clareza mental sobre a situação e não confrontar a religiosidade de cada um.
Com isso, é muito comum culpar o sobrenatural por situações aparentemente sem explicação lógica, atribuindo a causa ao “mau olhado”, “clima pesado”, ‘o santo não bateu” ou “vibração ruim”.
A partir disso, proponho um exercício por meio de teste de hipóteses, partindo do ambiente externo até chegar à espiritualidade.
A ideia é trazer clareza mental sobre a situação e não confrontar a religiosidade de cada um.
O método funciona em quatro passos:
- Analisar as circunstâncias naturais do ambiente – fatores físicos, biológicos e materiais;
- Observar as relações humanas, as ligações entre os envolvidos e os possíveis interesses entre as pessoas;
- Perceber aspectos comportamentais, emocionais e psicológicas e como isso tem ou não repercussão na relação estabelecida entre eles;
- Considerar a hipótese do sobrenatural se os passos anteriores não encontrarem explicações suficientes.
Antes da aplicação do método, vamos aos conceitos das expressões populares citadas.
Entrando no imaginário popular
O “mau olhado” é um clássico do pensamento do brasileiro, geralmente atrelado a sentimentos como a inveja, cobiça e o desejo de prejudicar alguém intencionalmente.
Também é um dos mais versáteis “culpados”, cabendo a ele desde a morte de uma planta até a perda de um emprego ou de uma pessoa amada.
O termo “vibração ruim” é usado de maneira parecida, porém como se fosse uma “versão premium” do “mau olhado” por sugerir causas energéticas e vibratórias
Já o “clima pesado” é uma ideia relacionada ao ambiente, de um local que traz algum desconforto ou proporciona inquietação por estar ali.
Agora, quando “o santo não bate” a sensação é de repulsa ou antipatia imediata, sem motivos aparentes, semelhante ao “clima pesado”, mas provocada por uma pessoa específica.
Com estes conceitos em mente, agora vamos aplicar o método na prática.
O “mau olhado” é um clássico do pensamento do brasileiro, geralmente atrelado a sentimentos como a inveja, cobiça e o desejo de prejudicar alguém intencionalmente.
Também é um dos mais versáteis “culpados”, cabendo a ele desde a morte de uma planta até a perda de um emprego ou de uma pessoa amada.
O termo “vibração ruim” é usado de maneira parecida, porém como se fosse uma “versão premium” do “mau olhado” por sugerir causas energéticas e vibratórias
Já o “clima pesado” é uma ideia relacionada ao ambiente, de um local que traz algum desconforto ou proporciona inquietação por estar ali.
Agora, quando “o santo não bate” a sensação é de repulsa ou antipatia imediata, sem motivos aparentes, semelhante ao “clima pesado”, mas provocada por uma pessoa específica.
Com estes conceitos em mente, agora vamos aplicar o método na prática.
Hipóteses
Como passamos boa parte de nossa vida trabalhando, no qual convivemos com pessoas diferentes e estabelecemos relações variadas, esse será o ambiente do experimento.
A situação é a seguinte: a pessoa trabalha há 10 anos na mesma empresa, tem uma posição intermediária na hierarquia, porém não consegue subir de cargo, ao mesmo tempo, vê outros colegas ascenderem profissionalmente. Sente-se desmotivada, não gosta do ambiente de trabalho e tem a sensação de ser perseguida por algo que não consegue ver, só sentir
Agora vamos analisar se esta pessoa está sendo atingida por “mau olhado”, “vibração ruim”, “clima pesado” ou que o “santo não bateu” com alguma pessoa.
A primeira análise é sobre as circunstâncias naturais. No caso, pode ser que o layout torne o local apertado com pouca mobilidade, a iluminação é insuficiente, a ventilação inadequada, e calor e barulho excessivos tragam desconforto físico e psicológico.
Tais pontos podem contribuir para a insatisfação pessoal, que por sua vez pode ser identificada como um clima pesado no ambiente organizacional.
Aprofundando
Feita esta análise, passamos a inquirir sobre as relações humanas e interesses envolvidos. As relações são amigáveis, conflituosas, verdadeiras ou falsas?
Essa pergunta visa a questionar o real interesse das pessoas, pois talvez uma situação não evolua devido a um conflito de interesses ou ideias.
O chefe pode acreditar que o caminho a ser seguido é um, e o funcionário concorda na aparência, mas faz o contrário porque discorda da ideia.
Da mesma forma vale o inverso, por conta do poder de comando, o dirigente toma decisões para contrariar a posição de seu dirigido.
Portanto, não se trata de uma “vibração ruim” propriamente dita que trava a situação, mas sim a discordância ou falta de convergência de ideias, comportamentos e atitudes.
Autoproteção
Na terceira fase, olhamos para os aspectos comportamentais, emocionais e psicológicos. Note que no método vamos saindo do ambiente externo rumo ao mundo íntimo de cada um.
Aqui, os componentes íntimos dialogam intensamente com fatores externos, como os ambientais e comportamentais dos outros, intermediados por nossas experiências e maneira de perceber o mundo.
Então achar que alguém está direcionando “mau olhado” ou que o “santo não bateu” pode ter origens neste ponto de interação entre o mundo lá fora e o de dentro.
Por exemplo, a minha experiência de vida interpreta determinadas informações do meio externo deduzindo que tal pessoa não gosta de mim, ou que está tentando me prejudicar porque meu viés de julgamento é que eu não posso ser contrariado.
O interessante desse método é que seguir as etapas traz clareza quanto às causas reais das situações, à medida que se aprofunda até a causa primária da circunstância.
E se não conseguir explicar o motivo após os critérios dos três primeiros passos, então por exclusão chegamos a quarta etapa: pode ser sobrenatural mesmo.
No fundo esse método é um exercício de autoconhecimento e autoproteção, Sun Tzu chama de estratégia: “A garantia de não sermos derrotados está em nossas próprias mãos”, A Arte da Guerra, Capítulo IV, Disposições Táticas.
Como passamos boa parte de nossa vida trabalhando, no qual convivemos com pessoas diferentes e estabelecemos relações variadas, esse será o ambiente do experimento.
A situação é a seguinte: a pessoa trabalha há 10 anos na mesma empresa, tem uma posição intermediária na hierarquia, porém não consegue subir de cargo, ao mesmo tempo, vê outros colegas ascenderem profissionalmente. Sente-se desmotivada, não gosta do ambiente de trabalho e tem a sensação de ser perseguida por algo que não consegue ver, só sentir
Agora vamos analisar se esta pessoa está sendo atingida por “mau olhado”, “vibração ruim”, “clima pesado” ou que o “santo não bateu” com alguma pessoa.
A primeira análise é sobre as circunstâncias naturais. No caso, pode ser que o layout torne o local apertado com pouca mobilidade, a iluminação é insuficiente, a ventilação inadequada, e calor e barulho excessivos tragam desconforto físico e psicológico.
Tais pontos podem contribuir para a insatisfação pessoal, que por sua vez pode ser identificada como um clima pesado no ambiente organizacional.
Aprofundando
Feita esta análise, passamos a inquirir sobre as relações humanas e interesses envolvidos. As relações são amigáveis, conflituosas, verdadeiras ou falsas?
Essa pergunta visa a questionar o real interesse das pessoas, pois talvez uma situação não evolua devido a um conflito de interesses ou ideias.
O chefe pode acreditar que o caminho a ser seguido é um, e o funcionário concorda na aparência, mas faz o contrário porque discorda da ideia.
Da mesma forma vale o inverso, por conta do poder de comando, o dirigente toma decisões para contrariar a posição de seu dirigido.
Portanto, não se trata de uma “vibração ruim” propriamente dita que trava a situação, mas sim a discordância ou falta de convergência de ideias, comportamentos e atitudes.
Autoproteção
Na terceira fase, olhamos para os aspectos comportamentais, emocionais e psicológicos. Note que no método vamos saindo do ambiente externo rumo ao mundo íntimo de cada um.
Aqui, os componentes íntimos dialogam intensamente com fatores externos, como os ambientais e comportamentais dos outros, intermediados por nossas experiências e maneira de perceber o mundo.
Então achar que alguém está direcionando “mau olhado” ou que o “santo não bateu” pode ter origens neste ponto de interação entre o mundo lá fora e o de dentro.
Por exemplo, a minha experiência de vida interpreta determinadas informações do meio externo deduzindo que tal pessoa não gosta de mim, ou que está tentando me prejudicar porque meu viés de julgamento é que eu não posso ser contrariado.
O interessante desse método é que seguir as etapas traz clareza quanto às causas reais das situações, à medida que se aprofunda até a causa primária da circunstância.
E se não conseguir explicar o motivo após os critérios dos três primeiros passos, então por exclusão chegamos a quarta etapa: pode ser sobrenatural mesmo.
No fundo esse método é um exercício de autoconhecimento e autoproteção, Sun Tzu chama de estratégia: “A garantia de não sermos derrotados está em nossas próprias mãos”, A Arte da Guerra, Capítulo IV, Disposições Táticas.
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