Entre o início e fim, há muito o que fazer
Um dia tem 24 horas. A germinação de uma semente dá origem a uma árvore que produzirá novas sementes. A cadeia alimentar começa nos mais rudimentares animais e termina neles também, decompondo o maior dos predadores.
Esses são só alguns dos exemplos, mas já parou para refletir que toda a vida é regida por meio de ciclos?
Mais ou menos extensos, por convencionalidade ou por força natural, a sucessão do viver parece obedecer a um intenso fluxo de combinações e recombinações.
Até aqui ok, Juliano, mas o que isso importa em nossa vida prática? Vamos refletir com alguns exemplos.
Observe que para mensurar e situar o fluxo de acontecimentos adotamos alguns parâmetros. A noção de tempo que adotamos, por exemplo, é baseada no movimento de rotação do planeta, cuja referência é o percurso no seu próprio eixo relativizado com a exposição ao Sol.
Para compreender, vamos tirar a exposição ao Sol. Dessa forma seria difícil a percepção do tempo baseada apenas na rotação, pois não haveria a alternância do dia e da noite como marcos temporais. Porém só porque você não consegue perceber, não significa que não existe.
Logo, o primeiro ponto a se refletir é que visualizar um ciclo não é apenas conhecer as leis que o regem, mas também é entender como a sua vida está posicionada em relação àquele.
Inevitabilidade
Um segundo ponto para pensarmos é sobre a inevitabilidade dos ciclos.
A árvore surgiu de uma semente, cresceu, deu frutos, gerou novas plantas e depois morreu. Esse é um ciclo natural facilmente visível e compreensível, porém veja que interessante...
Se a semente não germinar, a árvore não der frutos ou se a planta for cortada ou destruída em qualquer momento o ciclo não deixa de existir.
Perceba que encurtar, alongar ou encerrar uma sucessão de fatos vai estar intimamente relacionada aos efeitos produzidos por aquela intervenção.
Por exemplo: se a árvore for cortada antes de dar frutos, o efeito será a ausência de novas plantas, mas o mecanismo do ciclo permanece e pode se apresentar de outra forma.
Mas você pode me questionar – mas se a Terra parar de girar, o ciclo do tempo deixará de existir? Novamente, serão os efeitos que cessarão, ou seja, é nossa referência relativa que desaparecerá, mas isso não significa que o universo congelou sua idade.
Vai passar
Embora seja importante entender os ciclos, bem como sua posição relativa a estes e sua inevitabilidade, um terceiro ponto - e de certo modo como a consequência desse mecanismo - é que tudo passa.
Ora, se existe um mecanismo cuja minha atuação está relacionada a posição que ocupo neste sobre os seus efeitos, logo não há possibilidade de interferência na ordenação da sucessão, mas sim agir no ponto em que está para encurtar ou alongar o ciclo.
Na prática, quando nascemos também começamos a morrer, agora se no meio do caminho vou prolongar ou encurtar meus anos vai depender da minha própria atuação no ciclo da minha vida. A morte física não vai deixar de existir se viver 5, 45 ou 120 anos.
Assim, embora não seja se todo previsível o ciclo, pois é possível interferir nos efeitos, é fato que a inevitabilidade da ordenação de sucessão traz as potencialidades de melhor preparo e entendimento da nossa própria vida.
Tenha em mente: a semente não pode voltar à árvore que a desprendeu. Porém, é sempre possível iniciar um novo ciclo, com potencial para se tornar ainda mais esplendoroso.”
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