Crônicas de um relógio parado I
No final do corredor que atravessa a casa, acima do batente do quarto, há um relógio de ponteiros, móvel com sinal de que já tem décadas desde a fabricação, mas sempre a marcar o horário de 10 horas e 13 minutos.
Não se sabe se parou por conta de falta de pilhas, algum defeito mecânico ou simplesmente porque a ação do tempo corroeu sua vida útil, assim como é um mistério também se marcava às 10h13 do dia ou na verdade eram 22h13 quando deixou de funcionar. Fato é que está paralisado no exato momento do derradeiro tic-tac.
Embora fixo num momento temporal, o tempo não é detido e continua seu curso implacável: primeiro os segundos, depois os minutos, as horas e os anos... as pessoas passam por debaixo dele diariamente, indo ao trabalho ou voltando para a cama, crianças nascem e crescem correndo por aquele corredor, debaixo dele, aconteceram desentendimentos e reconciliações, provas de que o tempo muda, mas o marcador de horas continua congelado num recorte específico.
O leitor um pouco mais otimista pode pensar que embora não funcione, ao menos em dois horários do dia, o relógio marca as horas certas. Pensando que o relógio está totalmente parado, ponteiros de horas, minutos e segundos fixos, será que dentro do espectro de 86.400 segundos de um dia acertar apenas 2 segundos deste período é realmente animador?
São mais de 86 mil movimentos por dia, portanto, são milhares de oportunidades de sincronização com a realidade para serem aproveitadas apenas duas, e de maneira passiva. Será mesmo que se deter num momento específico, que já transcorreu para todo sempre, alienando-se da realidade é eficaz contra o fluir da vida?
Eu não sei você, mas depois de hoje, para mim, um relógio parado me traz um lembrete importante sobre a vida, o de que esta não te espera.
Ah, quase me esqueci, aproveitando o tema indico aqui no blogo o texto “Quanto pesa um momento da sua vida?”, só clicar aqui no nome que vai direto para lá.
Não se sabe se parou por conta de falta de pilhas, algum defeito mecânico ou simplesmente porque a ação do tempo corroeu sua vida útil, assim como é um mistério também se marcava às 10h13 do dia ou na verdade eram 22h13 quando deixou de funcionar. Fato é que está paralisado no exato momento do derradeiro tic-tac.
Embora fixo num momento temporal, o tempo não é detido e continua seu curso implacável: primeiro os segundos, depois os minutos, as horas e os anos... as pessoas passam por debaixo dele diariamente, indo ao trabalho ou voltando para a cama, crianças nascem e crescem correndo por aquele corredor, debaixo dele, aconteceram desentendimentos e reconciliações, provas de que o tempo muda, mas o marcador de horas continua congelado num recorte específico.
O leitor um pouco mais otimista pode pensar que embora não funcione, ao menos em dois horários do dia, o relógio marca as horas certas. Pensando que o relógio está totalmente parado, ponteiros de horas, minutos e segundos fixos, será que dentro do espectro de 86.400 segundos de um dia acertar apenas 2 segundos deste período é realmente animador?
São mais de 86 mil movimentos por dia, portanto, são milhares de oportunidades de sincronização com a realidade para serem aproveitadas apenas duas, e de maneira passiva. Será mesmo que se deter num momento específico, que já transcorreu para todo sempre, alienando-se da realidade é eficaz contra o fluir da vida?
Eu não sei você, mas depois de hoje, para mim, um relógio parado me traz um lembrete importante sobre a vida, o de que esta não te espera.
Ah, quase me esqueci, aproveitando o tema indico aqui no blogo o texto “Quanto pesa um momento da sua vida?”, só clicar aqui no nome que vai direto para lá.

Que Bela crônica ; uma analogia entre o cronológico e a reflexão. Entao deixo aqui um questionamento:
ResponderExcluirComo estamos no relógio da vida?
Atrasados, pontuais, atemporais? Ou simplismente deixando o tempo passar. Parados como o relógio na parede.